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BOI CASCUDO: brinquedo de rua

“Pelas regiões da pecuária vive uma literatura oral louvando o boi, suas façanhas, agilidade, força, decisão. Especialmente no Nordeste, onde outrora não havia a divisão das terras com cercas de arame, modificando a fisionomia social dos agrupamentos, motivando uma psicologia social diversa, os bois eram criados soltos, livres, nos campos sem fim”. Foto do Boi 2004
Luís da Câmara Cascudo (Dicionário do Folclore Brasileiro)

O Boi Cascudo é uma brincadeira de bumba-meu-boi, um espetáculo popular de rua que vem sendo realizado desde 1998. Nasceu no Rio de Janeiro, pela vontade de vivenciar a tradição do boi, tão comum em diversas partes do Brasil. O trabalho partiu da pesquisa que alguns integrantes do grupo vêm realizando desde 1993 sobre as manifestações da cultura popular brasileira. Hoje, o Boi Cascudo reúne cerca de 22 brincantes, entre atores, músicos e artesãos.


02Foi em 1998...

Quando passamos a nos reunir em peladas semanais. Éramos muitos e diferentes. Povo do circo, do teatro, da música, enfim, da cultura popular. Em seguida estendemos o jogo, trazendo para roda discussões sobre o fazer artístico na cidade do Rio de Janeiro. Em 2001 criamos uma empresa familiar, uma cooperativa de trabalho. Cooperativa de artistas. Única na cidade.Realizamos vários projetos coletivos e individuais, agregando novas parcerias e garantindo nossa continuidade artística e ideológica.

A ética que orienta nossa prática é uma rede afetiva, tecida ao longo dos anos, unindo nossa diversidade social, cultural e estética e constituindo valores como trabalho colaborativo e transformação social. Estamos em movimento. Aprendendo a construir coletivamente e enriquecendo com as diferenças. Reorganizando essa imensa teia e, de vez em quando, jogando bola.


03Na Casa da Rua do Mercado n° 45, coração do Corredor Cultural do Rio de Janeiro, o Teatro de Anônimo, o grupo Pedras e o Cordão do Boitatá instalaram presente e futuro.

Neste sobrado secular, ainda em ruínas, cuja compra foi concretizada pelos artistas no início de 2004, manifestações artísticas populares vêm mobilizando a agenda cultural carioca há cerca de quatro anos. Inicialmente, com a montagem dos espetáculos de rua, que utilizaram o prédio como base, ‘Ruzante’, da Cia. do Público, ‘Amantes do Sereno’, da Cia. Diadokai e ‘Restin’, do Pedras.

Em 2003, a Casa foi âncora do evento Mercado do Riso e do Circuito carioca de teatro de rua circo e folias, que durante um mês reuniu vários grupos da cidade em uma programação gratuita e de qualidade. No futuro, após a reforma de seu interior, a Casa será ocupada integralmente como um espaço para gestão dos trabalhos desses grupos, além de sediar a Cooperativa de Artistas Autônomos que reúne, além dos grupos proprietários da casa, outros artistas e grupos como: Cia do Público, as três Marias, Leões de circo, paula preiss e Fabrício Dornelles.

 

 

 

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