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BOI CASCUDO: brinquedo de rua
“Pelas regiões da pecuária vive uma literatura oral louvando o boi, suas façanhas, agilidade, força, decisão. Especialmente no Nordeste, onde outrora não havia a divisão das terras com cercas de arame, modificando a fisionomia social dos agrupamentos, motivando uma psicologia social diversa, os bois eram criados soltos, livres, nos campos sem fim”. 
Luís da Câmara Cascudo (Dicionário do Folclore Brasileiro)
O Boi Cascudo é uma brincadeira de bumba-meu-boi, um espetáculo popular de rua que vem sendo realizado desde 1998. Nasceu no Rio de Janeiro, pela vontade de vivenciar a tradição do boi, tão comum em diversas partes do Brasil. O trabalho partiu da pesquisa que alguns integrantes do grupo vêm realizando desde 1993 sobre as manifestações da cultura popular brasileira. Hoje, o Boi Cascudo reúne cerca de 22 brincantes, entre atores, músicos e artesãos.
Foi em 1998...
Quando passamos a nos reunir em peladas semanais. Éramos muitos e diferentes. Povo do circo, do teatro, da música, enfim, da cultura popular. Em seguida estendemos o jogo, trazendo para roda discussões sobre o fazer artístico na cidade do Rio de Janeiro. Em 2001 criamos uma empresa familiar, uma cooperativa de trabalho. Cooperativa de artistas. Única na cidade.Realizamos vários projetos coletivos e individuais, agregando novas parcerias e garantindo nossa continuidade artística e ideológica.
A ética que orienta nossa prática é uma rede afetiva, tecida ao longo dos anos, unindo nossa diversidade social, cultural e estética e constituindo valores como trabalho colaborativo e transformação social. Estamos em movimento. Aprendendo a construir coletivamente e enriquecendo com as diferenças. Reorganizando essa imensa teia e, de vez em quando, jogando bola.
Na Casa da Rua do Mercado n° 45, coração do Corredor Cultural do Rio de Janeiro, o Teatro de Anônimo, o grupo Pedras e o Cordão do Boitatá instalaram presente e futuro.
Neste sobrado secular, ainda em ruínas, cuja compra foi concretizada pelos artistas no início de 2004, manifestações artísticas populares vêm mobilizando a agenda cultural carioca há cerca de quatro anos. Inicialmente, com a montagem dos espetáculos de rua, que utilizaram o prédio como base, ‘Ruzante’, da Cia. do Público, ‘Amantes do Sereno’, da Cia. Diadokai e ‘Restin’, do Pedras.
Em 2003, a Casa foi âncora do evento Mercado do Riso e do Circuito
carioca de teatro de rua circo e folias, que durante um mês reuniu
vários grupos da cidade em uma programação gratuita
e de qualidade. No futuro, após a reforma de seu interior, a Casa
será ocupada integralmente como um espaço para gestão
dos trabalhos desses grupos, além de sediar a Cooperativa de Artistas
Autônomos que reúne, além dos grupos proprietários
da casa, outros artistas e grupos como: Cia do Público, as três
Marias, Leões de circo, paula preiss e Fabrício Dornelles.
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